
Há pouco mais de cinco anos, surgiu no mercado paisagístico de decoração de interior plantio de espécies ornamentais em vasos de vidro, método da seguinte forma:
Nós da Caicó Garden, na ocasião passamos também a utilizar esse mesmo método; passamos a vender não só em nosso Garden, como também para nossos clientes onde prestamos serviços de manutenção mensal.
Na ocasião começaram a vir reclamações dos responsáveis dessas empresas, quanto aos mosquitos que estavam infestando os vasos, plantas, mesas e paredes dos escritórios.
Após visitas in-loco, constatei a veracidade dos fatos.
A princípio questionei com os responsáveis que aqueles mosquitos eram provenientes de focos da vegetação dos jardins em volta dos escritórios.
No intuito de solucionar o problema efetuávamos aplicações de inseticidas.
Com essas aplicações eliminavam-se parcialmente os mosquitos sobre as mesas, plantas e paredes, contudo dias após observavam-se novas insfetações.
Passei a pesquisar e logo no início obtive o diagnóstico, os mosquitos estavam surgindo das cascas de pinus que preenchiam o vaso de vidro (cachepot).
Ao remover as cascas de madeira que forravam o vaso de plástico do cachepot de vidro, constatei larvas diversas, não só dos mosquitos, mais precisamente borrachudos, pernilongos, além de larvas de outros insetos.
Naquele momento tive a certeza do diagnóstico, os mosquitos estavam saindo das cascas de madeira do vaso e se alastrando para as mesas, paredes e plantas.
Em busca de uma solução verifiquei com os órgãos públicos, ANVISA e Vigilância Sanitária, se era possível aqueles mosquitos estarem surgindo das cascas de madeira do vaso de vidro.
Fui informado de que ovos de mosquitos, especialmente aedes aegypti, pernilongos, borrachudos, além de outros patógenos, permanecem encubados em ambientes secos (pratos) por até dois anos.
Esses põem seus ovos em recipientes, principalmente em pratos para escoamento da água dos vasos, cascas, copos, aonde será acumulada água.
Esses recipientes ao receberem a água, os ovos postos pelos mosquitos eclodem de imediato.
Após esses esclarecimentos constatei que os mosquitos que surgiam nos escritórios, estavam surgindo realmente das cascas de madeira (pinus) que envolviam o vaso de plástico dentro do cachepot de vidro.
Passei a pesquisar como deveria substituir o método convencional com casca de madeira (pinus).
Na ocasião, isso já há mais de dois anos, descobri um novo método que tem nos surpreendido quanto aos resultados.
Esse novo método, plantio de espécie em cachepot de vidro, consiste do plantio das espécies de interior plantadas da seguinte forma:
Após esses trinta dias, regar somente quando baixar o nível da água, ou seja entre 30, 60 até 90 dias.
Essa variação de regas depende das estações do ano.
Cinco a seis meses após o plantio, não há muita necessidade de manter-se o nível da água conforme era no início.
Mesmo que a água esteja 50 a 60% abaixo do nível, as raízes das plantas conseguirão absorver, para manter a planta regada de forma homogênea.
Nunca ultrapassar a demarcação do nível da água, caso isso ocorra, poderá prejudicar o sistema radicular da planta.
A água parada não tem contato com o ar, dessa forma não há perigo algum quanto a ploriferação de insetos ou outros microorganismos nocivos.
A água permanecerá cristalina quando a espécie é plantada em ambiente interno sombra, somente com a luz artificial.
Caso incida luz solar direta sobre o vaso, a água poderá ficar turva, cor esverdeada, limbo/ algas, inofensivos;
Se isso ocorrer, não trará prejuízo nem à planta nem ao ambiente.
Serve como alimento para as plantas.
É fundamental também após 4 a 5 meses, efetuar-se adubação mineral.
Dissolver 1 colher de sobremesa de fertilizante mineral em 1 litro de água.
Despejar no vaso sobre a raiz da planta.
Após 1 ano ou mais do plantio, caso as raízes da planta estejam ultrapassando o nível da água ou se a argila tiver escurecida, remover a planta, lavar bem a argila e replantar da mesma forma, se ainda a planta estiver em bom estado, vigorosa, replantá-la, se estiver definhada ou doente, escolha outra espécie que se adapte ao mesmo método.
Geralmente me perguntam, e a água parada tem problema com mosquitos?
Não.
A água mantém-se oxigenada com vida, visto a argila manter-se no mesmo processo da oxigenação da terra, dessa forma o risco torna-se zero quanto a postura de ovos pelo mosquito aedes aegypti, além de outros patógenos.
As vantagens do plantio das espécies de interior nesse novo método semi-hidropônico em relação ao método convencional com casca de madeira são:
Dessa forma creio que esse método é superior ao convencional, se considerarmos somente esse item.
As plantas de interior também adoecem, principalmente quando não são observadas a luminosidade, adubações, e principalmente a higienização, visto a poeira, fuligem das fábricas, automóveis, impregnar-se nas folhas, atraindo dessa forma patógenos diversos, além de fungos, bactérias e viroses.
Higienizando as plantas através da pulverização com óleo mineral brilha folha ou outros semelhantes.
Caso não encontre esse produto efetuar as pulverizações, de preferência com água morna com uma pitada de álcool e sabão neutro.
Para cada litro, colocar 100 ml de álcool e 50g de sabão neutro.
Dissolver o sabão na água quente.
Essa higienização além de eliminar poeira, fuligens de automóveis, elimina também fungos, bactérias, ovos de patógenos na ovulação.
Essa higienização deverá ser feita uma a duas vezes ao mês.
Damos assistência técnica somente para os clientes que adquirirem os vasos plantados neste novo método.
Lembramos que na ocasião do plantio há detalhes técnicos a serem observados.
Nutrigel, minerais mais o endosso pessoal quanto a descrição desse informativo.
Não nos responsabilizamos, nem garantimos, serviços feitos nesse novo método por terceiros.
Técnico responsável Paisagista – Francisco
Tel: 11 7809-6630 / 11 2621-6257 / ID 82*39059
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